Jannik Sinner é campeão. Uma frase que, em 2026, se repete incessantemente. E sem nenhum tenista à sua altura, o mundo do tênis se pergunta: quem poderá deter o número um do mundo?
O italiano levantou o troféu do Madrid Open, seu quarto Masters 1000 consecutivo neste ano. Carlos Alcaraz está lesionado e não tem data de retorno. Assim, Alexander Zverev, número três do mundo, deveria ser seu rival mais forte e o jogador com mais chances de tirar alguma alegria dele. Mas o alemão é o primeiro a assumir a realidade.
“Há uma grande diferença entre Sinner e todos os outros neste momento. Ele não perdeu uma partida em Masters 1000 desde Xangai (2025), são quase nove meses. É preciso admitir que existe uma diferença”, explicou o número três do mundo após perder por 6-1 e 6-2 em Madri. A partida durou apenas 58 minutos contra o campeão de quatro Grand Slams e o primeiro tenista da história a vencer cinco Masters 1000 consecutivamente.
A diferença parece impossível de ser reduzida em 2026 por dois motivos. Carlos Alcaraz, seu arqui-inimigo, não jogará nem em Roma nem em Roland Garros devido a uma lesão no pulso direito que ainda não foi totalmente esclarecida. Não há um prognóstico claro: embora o retorno possa ocorrer na temporada de grama, também pode ser no cimento norte-americano, a etapa em que, historicamente, seu rival geracional tem sido mais forte.
O outro motivo que leva a crer que essa diferença se prolongará ao longo de todo o ano é que seus rivais não são tão fortes quanto ele. Exemplo disso é Zverev, que não vence uma partida contra ele desde setembro de 2023. Desde aquele US Open, eles se enfrentaram nove vezes e o campeão olímpico de Tóquio 2021 mal conseguiu roubar dois sets.
Novak Djokovic derrotou o campeão de Wimbledon nas semifinais do Aberto da Austrália de 2026, mas seus problemas físicos são o grande obstáculo para considerá-lo um rival constante durante a temporada. O sérvio disputou apenas dois torneios no ano e, além disso, antes de Melbourne, havia perdido os últimos quatro confrontos com Sinner.

A busca por adversários em potencial é escassa quando se analisa além do Top 4. Nenhum jogador entre os cinco e os dez melhores do mundo conseguiu vencê-lo desde o início de 2025.
“Ele é muito estável. Não tem quedas de rendimento, não passa por fases em que o nível diminui. Acho que é por isso que ele é o número um do mundo. Para mim, isso é ainda mais espetacular, o fato de ele conseguir manter o nível o tempo todo”, admitiu Zverev sobre o dominador do circuito.
Tudo isso sugere que 2026 pode ser um ano histórico. Se ele vencer em Roma, se tornará apenas o segundo jogador da história a conquistar todos os nove títulos do Masters 1000; se vencer Roland Garros, completará o Grand Slam da carreira com apenas 24 anos.
Alcaraz — que o derrotou nas finais de Roland Garros, Cincinnati e do US Open no ano passado — está optando pela cautela. Sua ausência por tempo indeterminado está ajudando Sinner a construir uma vantagem confortável no ranking. Nesse ritmo, o italiano chegará à reta final da temporada com uma vantagem significativa, onde buscará reconquistar o título do US Open antes de defender os títulos em Pequim, Viena, Paris e nas ATP Finals.
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