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Quando Nadal procurou um psiquiatra porque se engasgava com a própria saliva: “Me deram uma medicação que me permitiu ir melhorando”

Rafael Nadal
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MADRI — Rafael Nadal buscou a ajuda de um psiquiatra para sair do seu período mais sombrio: a temporada 2015-2016, quando a ansiedade dominou o homem que viria a conquistar 22 Grand Slams.

“Eu me engasgava com minha própria saliva”, admitiu o ex-tenista espanhol em entrevista à Marca, na qual revisitou alguns dos momentos mais marcantes de RAFA, a docussérie que estreia na Netflix em 29 de maio.

Ao recordar a interminável lista de adversários que o corpo de Nadal enfrentou ao longo de sua carreira, é natural pensar nos joelhos, no pé, no pulso, no quadril… Raramente a cabeça aparece nessa lista. No entanto, a nova série deixa claro que sua mente passou de aliada a inimiga, mergulhando o espanhol em sua pior crise.

“Em 2015, tive um episódio que durou um ano. Era difícil controlar o que eu havia controlado a vida inteira. No fim, sempre entendi que tinha que resolver certas questões por conta própria. Então, naquele momento, achei que poderia lidar sozinho com o que estava me acontecendo em quadra. Nunca considerei que as coisas que acontecem numa quadra de tênis fossem importantes o suficiente para recorrer a certas outras medidas”, disse Nadal à Marca.

Rafael Nadal
Rafael Nadal / NETFLIX

Após vencer Roland Garros em 2014, o espanhol ficou três anos sem conquistar um título de Grand Slam — a maior seca de sua carreira. De fato, passou dez majors consecutivos sem ir além das quartas de final. Na época, Nadal falava abertamente sobre ansiedade e sobre como lutava para controlar a respiração e encontrar a calma. Na docussérie da Netflix, porém, vai além nessa narrativa, como o próprio espanhol antecipou na entrevista.

“Em determinado momento, uma coisa é perder o controle das minhas emoções ou da situação numa quadra de tênis, mas é algo completamente diferente quando, longe da quadra, preciso sair para caminhar carregando uma garrafa de água porque, caso contrário, me engasgo com minha própria saliva”, relatou o tetracampeão de Roland Garros. “Então disse: tudo bem, tenho um problema, preciso consultar profissionais. Fui a uma psicóloga, e ela me expôs coisas que eu já sabia. Era completamente racional. Então pensei: ‘Como isso pode estar me acontecendo?’ Mas estava acontecendo, era minha realidade. Precisava de um tipo diferente de ajuda. Então fui a um psiquiatra. Ele me receitou um medicamento que me permitiu melhorar ao longo dos meses. E foi assim.”

A separação do tio Toni: “Não foi agradável”

+Clay  Eva Lys e por que não sairia com um tenista: “Sei o que isso implica” — entrevista em profundidade

Essa crise marcou um ponto de virada na relação entre Nadal e seu tio Toni, seu técnico de toda a vida. No final de 2016, em busca de um impulso extra, o tenista decidiu incorporar Carlos Moyá à sua equipe. Um ano depois, Toni Nadal se afastou, deixando Moyá como técnico principal e lançando as bases para a última era gloriosa de Nadal.

“Nunca foi feito com a intenção de Toni sair da equipe. Mas depois de um tempo, Toni decidiu se afastar”, disse Nadal, que soube pela imprensa que seu tio estava deixando seu grupo. “É inacreditável. Não foi agradável na época. Mas foi assim. Ele não mudou de ideia. Tive uma conversa com ele depois, e, obviamente, tudo se resolveu como sempre acontece. No fim, há muitas conexões, muitas coisas importantes que vivemos juntos. Ele é meu tio e eu o amo. Primeiro por isso, e depois por tudo o mais e por tudo que conquistei graças a ele.”

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