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“É admirável que João conviva com a pressão em vez de fugir dela” — entrevista com Ignacio Buse

Ignacio Buse
Ignacio Buse posando para CLAY / SEBASTIÁN VARELA
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Ignacio Buse admira João Fonseca. O peruano valoriza o fato de o brasileiro estar convivendo com a pressão em vez de fugir dela.

“É admirável que João esteja tentando conviver com essa pressão em vez de tentar se livrar dela. Você precisa de uma mentalidade incrível para lidar com tudo isso, e acho que ele já está lidando muito bem”, disse Buse em entrevista à CLAY.

Buse não esperava atingir um nível tão alto tão cedo. Sua primeira final ATP, conquistada neste sábado 23 de maio em Hamburgo, o catapultou para dentro do top 40: “As coisas avançaram um pouco mais rápido do que o esperado, honestamente. Não achei que tudo aconteceria tão rapidamente, mas aproveitei enormemente.”

Entrevista com Ignacio Buse

— Ignacio, quando conversamos no Wimbledon do ano passado, você disse que as coisas finalmente estavam se encaixando. Desde então você teve resultados expressivos no circuito ATP: uma semifinal no Rio de Janeiro, uma final em Hamburgo. O que significa viver este momento?

— É muito especial. E obviamente estou ansioso para continuar aproveitando. Acho que foi um processo do qual desfrutei profundamente. Depois de Wimbledon tive bons momentos. No final do ano passado venci meu segundo Challenger, joguei contra Ben Shelton na Arthur Ashe… e em 2026 as coisas têm ido bem. As coisas avançaram um pouco mais rápido do que o esperado, honestamente. Não achei que tudo aconteceria tão rapidamente, mas aproveitei enormemente. Quero continuar melhorando — e não estou falando de ranking. Continuar melhorando aspectos do meu tênis, que acho que é o que mais importa.

— Você teve que jogar no Rio de Janeiro com a torcida completamente contra você. Contra João Fonseca na quadra central Guga Kuerten. Como foi isso?

— É especial. Eu gosto, sim. As duas vezes que senti isso com mais intensidade foram contra Nicolás Jarry no Chile, quando o Peru visitou para a Copa Davis, e depois no Brasil. Gosto porque é um desafio. Os erros custam mais. Quando você erra, ou mesmo quando o outro jogador tem um golpe de sorte, pesa um pouco mais por causa da torcida. A pressão de uma torcida hostil te força a não errar, porque se errar eles te cobram. E isso também é bonito porque é um desafio maior. Adoro desafios.

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— Como você vivenciou o hype em torno de Fonseca no Brasil?

— É uma loucura, honestamente. Tenho muita empatia por ele porque no Peru as pessoas também acompanham o tênis com grande paixão, mas o Brasil é um país muito, muito maior. Me identifico muito com ele por causa de toda a pressão que ele deve estar tentando administrar. É muito difícil. Você precisa de uma mentalidade incrível para lidar com tudo isso, e acho que ele já está lidando muito bem. Sempre desejo o melhor para João.

— Você acha que essa pressão está afetando ele?

— João tem uma mentalidade muito forte. Acho admirável que ele esteja tentando conviver com essa pressão em vez de tentar se livrar dela. Inevitavelmente te afeta, acho. Mas se de forma positiva ou negativa — às vezes vai para um lado, às vezes para o outro. Depende, e cada um tem seu processo. Acho que o objetivo dentro da equipe dele é muito claro: continuar melhorando. E a equipe está fazendo a coisa certa ao tentar limitar a exposição na mídia e manter o foco em evoluir.

— Você tem 22 anos, ele tem 19. Fonseca contra Buse poderia se tornar a rivalidade sul-americana do futuro? Como você vê isso?

— Espero que tenhamos muitas mais batalhas, honestamente. Uma carreira no tênis é muito longa e novos talentos sempre podem surgir. No momento há outros jovens sul-americanos — Daniel Vallejo, Gonzalo Bueno, Lautaro Midón… há muitos que vão subir, tenho confiança nisso. E também espero que novos talentos apareçam. Acho que as federações estão fazendo um ótimo trabalho investindo no futuro, que é o mais importante.

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— E um sonho para 2026?

— Vencer um título ATP.

 

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