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Djokovic + Messi: o “clube dos 39” está em ótima forma

Messi Djokovic
Lionel Messi and Novak Djokovic in Miami
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Não é exatamente o ‘Last Eight Club’, pois são muito menos os que podem entrar nele: o “clube dos 39”, com Novak Djokovic e Lionel Messi como copresidentes, é um clube perigoso. Quem gostaria de fazer parte dele? Que garantias há de que, nessa idade, um atleta ainda possa continuar sendo um grande protagonista em sua modalidade?

O “clube dos 39” significa andar na corda bamba. O mais provável é que seja um clube de aposentados.

Mas, excepcionalmente, pode ser outra coisa.

Perguntem ao sérvio e ao argentino, que, na mesma tarde de terça-feira, ambos em quadras de grama, ressurgiram quando tudo parecia indicar que havia chegado o fim. Djokovic estava sendo atormentado por um jovem canadense, enquanto um grupo de 11 egípcios tentava “mumificar” Messi. Separados por 6.700 quilômetros, o sérvio e o argentino deram a mesma resposta: “Não se apressem, rapazes, ainda há muita história a ser escrita aqui.”

Nas duas vezes em que se encontrou com Djokovic, Messi deve ter percebido que tinha ali um parceiro, alguém do mesmo calibre: paixão sem limites, ambição vencedora e treinamento meticuloso. Os dois gostam de desafiar não apenas seus rivais, mas, acima de tudo, o tempo.

 

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Djokovic adora futebol e, certa vez, abandonou precipitadamente uma conversa em um café em Monte Carlo ao ouvir, da boca de seu então assessor de imprensa, Benito Pérez Barbadillo, que no estádio do principado estava prestes a ser disputada a tradicional partida entre tenistas e pilotos de Fórmula 1.

Não há, por outro lado, registros de que Messi tenha se interessado pelo tênis, como fazia Diego Maradona, que chegou a enfrentar grandes tenistas do outro lado da rede.

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Djokovic, extrovertido e frequentemente polêmico, é muito mais “maradoniano” do que Messi, um homem de poucas palavras e quase nenhuma polêmica. O sérvio conviveu com Maradona quando ele ainda estava vivo e, se observarmos com atenção, se não fosse sérvio, bem poderia ter sido argentino: o detentor de 24 títulos de Grand Slam vive o esporte com paixão, sangue e agonia semelhantes às da pátria de Messi.

Em poucos dias, Djokovic e Messi terão muito, muito em jogo. Será que neste domingo o sérvio estará na final de Wimbledon em busca daquele esquivo vigésimo quinto título de Grand Slam? Será que Messi estará, uma semana depois, na final da Copa do Mundo para tentar conquistar seu segundo título mundial consecutivo?

Perguntas ainda sem resposta, mas perguntas que só podem ser feitas no “clube dos 39”.

 

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