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O desafio de Sinner e a última grande oportunidade de Djokovic em um Grand Slam

Djokovic Sinner
Novak Djokovic and Jannik Sinner in Wimbledon / SEBASTIÁN VARELA - CLAY MAGAZINE
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LONDRES — Os ingleses adoram falar sobre o tempo, e nestes dias abrasadores no sul da Inglaterra, a conversa se intensificou nos canais de televisão, no rádio e nas trocas cotidianas.

O alerta vermelho, emitido raramente pelo Met Office britânico, foi estendido até a noite de sexta-feira. É o junho mais quente já registrado no país: na quarta-feira, as temperaturas atingiram 36,1°C no sul da Inglaterra, superando um recorde que resistia desde 1976.

Um cenário que não favorece Jannik Sinner, o campeão defensor no All England Club. O italiano sofre com as altas temperaturas. Em Paris, o calor cobrou seu preço e o tirou de quadra antes de ele acabar eliminado na segunda rodada de um torneio no qual havia chegado como o favoritíssimo.

Felizmente para o número 1 do mundo, as temperaturas vão cair consideravelmente na semana que vem: não se esperam leituras acima de 30°C durante a primeira semana do terceiro Grand Slam do ano.

No último dia da onda de calor em Londres, Sinner treinou ao lado do homem que é, no papel, sua maior ameaça: Novak Djokovic é o único jogador capaz de disputar seu status de favorito. É talvez, além disso, a última oportunidade real do sérvio de conquistar o aguardado 25º título.

O Aberto da Austrália mostrou que o sérvio ainda é capaz de superar os jogadores dominantes da era atual, mas a tarefa se torna quase impossível quando o outro desses titãs aparece do outro lado da rede dois dias depois. Carlos Alcaraz, porém, está ausente: em recuperação de sua lesão no pulso, seu retorno mais cedo possível aponta para a temporada norte-americana de quadra dura.

Em Melbourne, Djokovic produziu seu melhor tênis e uma mentalidade de ferro para superar Sinner nas semifinais; mas ficou sem combustível diante do espanhol na final.

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A grama é outra história: ninguém domina a superfície como ele, ninguém sabe lidar com a pressão do silêncio e o peso da quadra central como o sérvio.

Alexander Zverev? Embora tenha superado o grande fardo de vencer um Grand Slam em Paris, a grama o deixa profundamente desconfortável. O alemão jamais passou da quarta rodada em Londres.

Outro jogador do top 10? Um dos jovens talentos? Nenhum deles parece estar pronto para algo dessa magnitude. Este é um torneio diferente, com uma aura própria. Desde 2002, nenhum campeão aqui respondeu a outro nome que não fosse Federer, Nadal, Djokovic, Murray, Alcaraz ou Sinner.

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