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Standm, um novo horizonte nas comunidades online: menos ódio, mais conexões positivas.

Standm
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Curtidas, reels e posts 24 horas por dia, 7 dias por semana. O mundo está hiperconectado, mas também transbordando de negatividade nas redes sociais, e o tênis é um dos esportes que mais sofre com isso.

Há anos, a maioria dos jogadores do circuito fala abertamente sobre ataques pessoais que sofre na internet. “Lamentamos quando vemos jogadores ou pessoas sofrendo com problemas de saúde mental, mas não ficamos surpresos com a quantidade de ódio e de ‘especialistas’ que existem na internet”, disse Paula Badosa alguns meses atrás, tornando-se a mais recente jogadora a se manifestar sobre o assunto.

Enquanto comunidades em plataformas como X, Reddit e Discord frequentemente se concentram no ódio e nas críticas aos jogadores, outras pessoas tentam se afastar dessa narrativa por meio de uma abordagem diferente.

Uma delas é a Standm, um novo aplicativo móvel, que conecta fãs de tênis que compartilham paixão pelo mesmo jogador, seja por meio de conversas individuais ou em pequenos grupos de até 15 pessoas.

“Eu queria facilitar a comunicação de uma maneira mais positiva, em vez do que acontece no X, onde muitas vezes vemos pessoas publicando coisas negativas sobre alguém. Também queria que as pessoas pudessem se conectar com outros fãs muito mais rapidamente, em vez de simplesmente ver alguém e não saber realmente como iniciar uma conversa”, disse Henry Shear, criador da Standm, ao CLAY.

Universal, mas pessoal

Shear, de 24 anos e formado pela Vanderbilt University, imaginou a Standm como um produto capaz de aproximar os fãs e, ao mesmo tempo, enfrentar a solidão, um dos grandes problemas da sociedade moderna.

Por isso, ele também buscou enfrentar uma das maiores barreiras à comunicação: o idioma.

O aplicativo, lançado há apenas um mês, já conta com oito idiomas — inglês, espanhol, francês, alemão, português, japonês, coreano e chinês — disponíveis em sua interface, traduzindo automaticamente as mensagens para que os fãs possam se comunicar sem dificuldades.

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“É um esporte incrivelmente global. Há muitos fãs na China, na Índia e na Espanha, e, se quero que isso cresça, preciso conectá-los. Ter essa funcionalidade é realmente importante porque nos permite garantir que as pessoas possam se conectar”, afirma Shear.

On Standm, you can choose up to eight favourite players and connect with fans from around the world.

Por que ele optou por grupos de no máximo 15 pessoas? Porque Shear não quer que a Standm se transforme apenas em mais um fluxo de comentários sobre se Carlos Alcaraz pode vencer o US Open depois de quatro meses afastado por lesão.

“Há estudos que mostram que, quanto mais você amplia as redes sociais, mais difícil se torna ter uma relação interpessoal. Quanto mais massiva a relação se torna, mais ela passa de interpessoal para transacional”, acrescenta.

“Falamos muito sobre esportes, mas também conversamos sobre coisas que estão acontecendo na vida, então eu diria que é uma conexão real, mesmo que não seja presencial”, conta ao CLAY Zac Robinson, usuário da Standm que participa dos grupos de Taylor Fritz e Karolina Muchova.

“Fiz quatro conexões reais com outras pessoas que acompanham os mesmos jogadores que eu. Torço pelos favoritos deles, especialmente Carlos Alcaraz, e eles torcem por Madison Keys comigo. Fico animada para conversar com eles porque estou aprendendo muito sobre outros jogadores”, acrescenta Lorie Hale, uma usuária de 70 anos que encontrou companhia ao acompanhar tênis graças ao aplicativo.

Um espaço seguro

Manter a comunidade unida e não deixar espaço para o cyberbullying é uma das principais missões da Standm.

“Tenho uma moderação de chats baseada em inteligência artificial. Quando alguém diz algo ou publica uma foto que é realmente inadequada, os outros usuários nem chegam a ver a mensagem: ela é removida e eu sou notificado diretamente. Os usuários também podem denunciar alguém caso percebam uma dinâmica realmente tóxica ou se alguém disser algo verdadeiramente horrível. Estou muito comprometido em garantir que nada disso aconteça”, explica Shear, que também participa ativamente de vários grupos no aplicativo.

Essas ferramentas ajudam a sustentar o principal diferencial da Standm: “Não quero que alguém tenha uma interação no aplicativo e depois se sinta vazio, apático ou triste. Quero que pense: ‘Não sei se poderia ter tido essa conversa em qualquer outro lugar’. Quero que a Standm tenha o mesmo nível de reconhecimento que o X ou o Reddit, mas também que simplesmente leve alegria às pessoas”, afirma Shear.

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O objetivo: viajar pelo mundo

Criado como um aplicativo para conectar fãs, a Standm já olha além disso: levar esse sentimento de proximidade e amizade para os torneios do circuito. É uma ideia para o futuro, mas que já está despertando entusiasmo entre seus usuários.

“Por que não pensar em viajar para um torneio com meus amigos da Standm? Claro que sim, eu iria em um piscar de olhos. Seria épico”, conta Lorie ao CLAY.

Robinson também está aberto à ideia de viajar para um torneio: “Nunca fui a um torneio, principalmente porque não conheço fãs suficientemente dispostos a ir pessoalmente. Acho que esse seria um grande benefício do aplicativo: reunir uma comunidade de fãs. Eu adoro participar de eventos esportivos presencialmente, e uma nova comunidade de pessoas tornaria tudo ainda mais divertido.”

No futuro, Shear espera estabelecer relações com os próprios torneios e atuar como uma ponte para que os usuários levem suas conversas para a vida real.

“Meu principal objetivo é fazer com que as pessoas conversem pessoalmente por meio disso e vão aos torneios. Para que se conheçam, se sintam mais conectadas e para que possamos ajudar a combater a solidão”, afirma Shear.

A Standm não quer apenas conectar pessoas. Quer levar as conversas que elas têm em seus celulares para as arquibancadas dos maiores eventos esportivos do mundo.

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