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“Fonseca está recebendo muita pressão, mas lida muito bem com isso” — entrevista com Alexander Blockx

Alexander Blockx
Alexander Block en Punta Cana durante la Copa Cap Cana / SEBASTIÁN VARELA
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As grandes expectativas e o hype em torno de João Fonseca impõem uma pressão enorme ao jovem de 19 anos. Ainda assim, o brasileiro está lidando bem com isso. É o que afirma o belga Alexander Blockx, que provavelmente vai cruzar com ele muitas vezes no circuito.

“Ele está recebendo muita pressão, mas acho que está lidando muito bem. É muito jovem, mas mentalmente é muito maduro. É por isso que consegue ter um desempenho tão bom”, disse o tenista de 20 anos à CLAY em entrevista realizada durante a Copa Cap Cana.

Blockx vive uma temporada sólida, com destaque para uma recente semifinal no Masters de Madri. O bom início de 2025 o levou ao top 40, e a perspectiva de disputar títulos com Carlos Alcaraz e Jannik Sinner já não parece algo impensável. “Se você acredita, tem uma pequena chance”, afirmou.

O belga também aborda a polêmica que se desenrolou em seu país durante o confronto da Copa Davis de 2025 contra o Chile, quando seu compatriota Zizou Bergs colidiu com Cristián Garin numa troca de lado e não foi desqualificado: “Tivemos sorte.”

Entrevista com Alexander Blockx

— Muitos jogadores nascidos em meados dos anos 2000 estão se revelando… É uma geração forte: Rafael Jódar, João Fonseca, Jakub Menšík… e Alexander Blockx. Você se vê como um dos maiores talentos entre os jovens?

— Acho que faço parte de uma geração muito forte. Temos jogadores realmente bons. Não me vejo como o maior talento, diria. Estou simplesmente curtindo os torneios, as partidas que jogo. Há partidas que definitivamente não curto, mas sempre há algo a aprender, especialmente em condições difíceis.

— Esta geração conseguirá romper com a dominância de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz?

— Com certeza vamos tentar. Eles estão definitivamente num nível mais alto agora. Mas se você acredita, tem uma pequena chance.

 

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— Jogar no Caribe alguns meses atrás foi muito difícil para você… sob o sol, com muita umidade e calor. Você disse que foram uma das condições mais duras que já encontrou numa quadra de tênis. É como um lembrete de que o tênis sob teto, em ginásio, acontece apenas em uma pequena parte do calendário.

— Cada semana é diferente. Quando você tem que jogar em condições climáticas muito adversas, não se trata tanto de tênis — é mais sobre o lado mental e físico do esporte. Quem melhor mantiver a compostura tem a maior chance de vencer num lugar como Cap Cana, porque é difícil jogar no seu melhor nível. Mas isso também torna as partidas mais emocionantes.

+Clay  Quando o tênis não é o mais importante: Arábia Saudita e seu Masters 1000

— Você ainda não jogou contra João Fonseca…

— Joguei. No juvenil. Três anos atrás. Ganhei.

— Qual é a sua expectativa para essa rivalidade que está por vir?

— Não sei se haverá uma rivalidade. Espero que um dia haja. Ele está um pouco à minha frente agora. Espero alcançá-lo algum dia. No momento ele ainda está bem distante — venceu dois títulos, seu nível é realmente alto. Acho que preciso trabalhar em algumas coisas para tentar acompanhá-lo. Mas sinto que, passo a passo, estou chegando lá, e espero que possamos nos encontrar algumas vezes no futuro.

— Ele está recebendo pressão demais?

— Está recebendo muita pressão, sim, mas acho que está lidando muito bem. É muito jovem, mas mentalmente é muito maduro para a idade. É por isso que consegue ter um desempenho tão bom. Está melhorando cada vez que o vemos de volta, e é um jogador muito empolgante de se assistir, especialmente para mim.

— É uma vantagem para seus rivais que ele receba tanta atenção e pressão?

— Toda vez que os jogadores enfrentam ele, com certeza sentem que precisam jogar no seu melhor. Por isso não sei se é vantagem ou desvantagem, porque também podem temê-lo — ele é um jogador de grande porte. Acho que está fazendo um bom trabalho e tem um futuro muito brilhante.

— Você estava no confronto da Copa Davis contra o Chile em 2025 e testemunhou de perto uma das maiores polêmicas dos últimos anos numa quadra de tênis, quando seu companheiro Zizou Bergs colidiu com Cristián Garin numa troca de lado, derrubando-o. O mundo do tênis inteiro estava falando sobre isso. Como você viveu aquele momento?

— Acho que tivemos sorte naquele dia. Eu não joguei, então para mim não foi nada especial. Acho que para alguns foi um pouco difícil, mas não me incomodou muito. Fiquei feliz com a vitória, e claro que foi um momento infeliz para os torcedores chilenos. Eles ficaram muito bravos, o que eu entendo, mas não foi intencional.

 

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— Se você pudesse mudar uma regra no tênis, qual seria?

— Apenas um saque.

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— Mudaria algo no calendário?

— Com certeza. Encerraria a temporada de tênis em outubro para termos mais tempo de descanso e de pré-temporada.

— E um sonho?

— Ser o número um do mundo.

 

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