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O fim do jejum estadunidense nos ombros de Fritz: “Gostaria de ser eu a acabar com isso”

Taylor Fritz AELTC/Jonathan Nackstrand
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Nem o torcedor americano mais pessimista imaginaria que, depois do título de Andy Roddick no US Open de 2003, o tênis masculino dos Estados Unidos enfrentaria um jejum de 23 anos sem conquistar um Grand Slam de simples. É esse enorme peso — difícil de explicar pela história do esporte — que Taylor Fritz tenta acabar em Wimbledon.

“Sempre disse que gostaria de ser eu a fazer isso. No fim das contas, esse é o meu objetivo profissional”, comentou no início da semana o número 7 do mundo sobre as mais de duas décadas sem um título de Grand Slam para seu país.

Com a vitória sobre o italiano Lorenzo Sonego por 4-6, 6-3, 6-4 e 7-6 (7-5), Fritz passou a ser a única esperança dos Estados Unidos na chave masculina. Frances Tiafoe, Michael Zheng, Tommy Paul, Jenson Brooksby, Marcos Giron e Zachary Svajda foram eliminados na terceira rodada.

Para o campeão de Indian Wells de 2022, esse peso não existe apenas por eliminação dos compatriotas. Ao lado de Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, ele é provavelmente um dos melhores jogadores do circuito na grama. Foi campeão do ATP de Eastbourne quatro vezes e do ATP de Stuttgart em 2025. Nesta temporada, além disso, também chegou às finais de Stuttgart e Halle.

 

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“Sei que, se conseguir jogar bem na grama, posso vencer qualquer um e conquistar coisas importantes”, afirmou antes de Wimbledon, torneio no qual chegou às semifinais em 2025 e onde, neste ano, já garantiu vaga nas oitavas de final.

Os Estados Unidos são o país com mais títulos de Grand Slam na história do tênis masculino, mas, desde a ascensão do Big Three, ficaram de mãos vazias nas disputas de simples. Na verdade, apenas três americanos chegaram a uma final de Grand Slam desde 2004: Andy Roddick (Wimbledon 2004, 2005 e 2009, além do US Open de 2006), Andre Agassi (US Open de 2005) e o próprio Fritz (US Open de 2024).

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Essas seis finais perdidas em 23 anos contrastam com a realidade vivida pelos Estados Unidos nos 23 anos anteriores a 2003. De 1980 até aquele ano, oito americanos conquistaram títulos de Grand Slam em simples, somando 37 troféus. Entre eles, lendas como Pete Sampras, John McEnroe, Jimmy Connors e Andre Agassi.

 

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Fritz tem uma oportunidade especial neste ano no All England Club. Carlos Alcaraz, bicampeão do torneio, não disputou Wimbledon por causa de uma lesão no punho, enquanto Jannik Sinner e Novak Djokovic chegaram a Londres cercados de dúvidas sobre suas condições físicas. Alexander Zverev, recente campeão de Roland Garros e possível adversário nas semifinais, perdeu os últimos sete confrontos contra Fritz, incluindo três partidas na grama, uma delas há apenas algumas semanas, em Halle.

O público americano espera que finalmente surja o escolhido para encerrar o jejum no simples masculino. Uma ruptura em meio a um domínio praticamente ininterrupto do país, porque, enquanto os homens não conseguiam reinar nas simples, jogadoras como Serena Williams, Venus Williams e Coco Gauff conquistavam diversos títulos de Grand Slam. Nas duplas, a história também foi diferente: as irmãs Williams e os irmãos Bryan redefiniram a modalidade com suas vitórias.

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