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Bublik retorna ao país que o acolheu: “Eu era apenas um garoto de 18 anos que precisava que acreditassem nele”

Alexander Bublik in Almaty / Andrey Udartsev
Alexander Bublik in Almaty / Andrey Udartsev
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ALMATY – Sessões de autógrafos, ensaios fotográficos comerciais e uma partida de exibição em horário nobre. É assim que Alexander Bublik passa os dias que antecedem sua estreia em Almaty, cidade que recebe o maior torneio de tênis do Cazaquistão, país que o acolheu em 2016.

“Não poderia ser mais grato por jogar por este país. Agora é fácil falar, estou no Top 10 do mundo, tenho tudo o que um tenista deseja, mas naquela época eu era apenas um garoto de 18 anos que precisava que alguém acreditasse nele. Precisava de apoio, precisava de pessoas que se importassem comigo, e o Cazaquistão me deu tudo isso”, disse o jogador nascido na Rússia.

A última participação de Bublik em um torneio ATP no Cazaquistão aconteceu em 2023, quando a competição ainda era realizada em Astana, capital do país. Tanto em 2024 quanto em 2025, o bicampeão de Halle desistiu de disputar o torneio devido a problemas físicos.

Isso finalmente ficou para trás para o ex-número 10 do mundo: “Estou feliz por finalmente ter conseguido vir. Sempre foi uma pena não poder estar aqui nos últimos anos. Estou aqui para aproveitar, oferecer um bom tênis ao público cazaque, passar algum tempo com as pessoas e, espero, conseguir grandes resultados, porque acho que o ponto alto seria me tornar o primeiro campeão cazaque aqui”, disse em entrevista coletiva no sábado.

 

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Bublik, atualmente número 22 do mundo, explicou como foi construindo sua relação com o público local e desenvolvendo sua própria identidade desde que decidiu deixar de representar a Rússia em 2016, motivado pelo apoio financeiro e técnico oferecido pela federação cazaque de tênis. Trata-se de um caminho bastante comum no tênis. Na época, ele tinha 19 anos e ocupava a 214ª posição do ranking mundial.

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“Desenvolvi uma conexão emocional com as pessoas, com o país. Sempre sinto orgulho quando venho aqui. Não venho com muita frequência, mas, quando tenho a oportunidade, tento vir, interagir com os fãs e com as pessoas. Posso considerar o Cazaquistão minha segunda casa e, embora de certa forma eu ainda seja um estrangeiro, tenho uma profunda conexão emocional com as pessoas”, afirmou.

Ao longo da última década, Bublik se transformou em um dos jogadores mais divertidos do circuito, com uma personalidade e um estilo de jogo que o diferenciam dos demais. Em 2025, uma mudança de postura permitiu que ele complementasse suas jogadas espetaculares com resultados expressivos: títulos em Halle, Gstaad, Kitzbühel e Hangzhou, quartas de final em Roland Garros e uma vaga no Top 10 no início deste ano.

Com esse retrospecto, ele chega a Almaty para retribuir ao país que acreditou nele. Seu primeiro adversário sairá do confronto entre Fabian Marozsan e Timofey Skatov. Sua segunda casa estará à sua espera, com o estádio lotado.

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