Em Roland Garros, o grande rival de Jannik Sinner será o peso de fazer história, não seus possíveis adversários. Com uma diferença abismal de nível nos últimos meses, o italiano deixa transparecer a pressão de que as pessoas assumam que ele é o único favorito em Paris.
“Sei que tipo de jogador eu sou. Se você não sente pressão, significa que não se importa, e eu me importo muito com o que estou tentando conquistar dentro de uma quadra de tênis”, disse o número um do mundo à imprensa após vencer o francês Clément Tabur por 6-1, 6-3 e 6-4.
Sinner vem registrando meses de domínio total no circuito, com títulos consecutivos em Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri e Roma. Não perde uma partida desde 19 de fevereiro e chegou a Paris como apenas o segundo jogador da história a vencer os nove Masters 1000.
Por causa desses recordes, as pessoas assumem que no domingo, 7 de junho, ele conquistará seu primeiro Roland Garros e completará o Grand Slam de carreira. Ele, no entanto, evita dramatizar uma possível mudança no roteiro.
“O mundo não vai acabar se eu perder. De qualquer forma, sempre tento dar o meu melhor, sou um competidor e tento me colocar na melhor posição possível, é só isso”, acrescentou o tetracampeão de Grand Slam.
Uma possível derrota esteve totalmente fora de cogitação em sua estreia em Paris. Embora tenha precisado de quatro match points para fechar o jogo, perdeu apenas oito games, não enfrentou nenhum break point e venceu 59 dos 76 pontos disputados com o próprio saque.
A partida foi disputada no período noturno, permitindo que o finalista de 2025 não precisasse enfrentar as altas temperaturas que Paris teve nesta semana. O tema foi abordado em sua entrevista coletiva, principalmente porque ainda estão vivos os problemas que enfrentou com o calor no Australian Open deste ano e na final de Cincinnati em 2025, quando abandonou a partida perdendo por 5-0 para Carlos Alcaraz.
“Estou feliz jogando à noite e feliz jogando de dia, onde quer que me coloquem. Lidei bem com o calor em Indian Wells neste ano, nos preparamos bem para isso. Aqui o calor é diferente, mas a umidade não é tão forte quanto na Austrália ou nos Estados Unidos”, afirmou.
Na segunda rodada, enfrentará o argentino Juan Manuel Cerúndolo, quase certamente novamente à noite. Sem a presença de Carlos Alcaraz, jogando em dias diferentes de Djokovic e sem franceses de grande calibre na chave, o rei do circuito tem caminho livre para não sofrer sob o calor parisiense.
Um alívio em seu caminho rumo à história. Um problema a menos com que se preocupar. De Roland Garros, ele só está separado dele mesmo.





