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Ignacio Buse sonha em Wimbledon e se livra das expectativas: “Você tem que ser um pouco egoísta”

Ignacio Buse
Ignacio Buse next to the official 2026 Wimbledon poster / SEBASTIÁN VARELA FOR CLAY MAGAZINE
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LONDRES — A ascensão meteórica de Ignacio Buse continua. O peruano venceu sua primeira partida em um Grand Slam e só quer continuar vencendo.

“Quero continuar. Vou ser honesto, quero continuar”, disse o peruano em Wimbledon após bater o norte-americano Emilio Nava por 7-6 (7-3), 3-6, 7-5 e 6-0.

“Estou muito feliz. Sei que é uma vitória histórica para o Peru. Espero que as pessoas também estejam muito felizes, mas sim, acima de tudo porque acho que estou subindo degraus”, disse em conversa com um pequeno grupo de veículos de imprensa, incluindo a CLAY.

Buse tem as qualidades que despertam paixão nas pessoas: é jovem, carismático e campeão. Como resultado, tem um país como o Peru — sem tenistas de elite em sua história recente — entusiasmado com o que ele pode alcançar no circuito.

“Acho que essas expectativas podem te pegar de surpresa no início, claro, porque você sente que deve muito a todo mundo. Você tem que ser um pouco egoísta nesse sentido — acho que você tem que pensar um pouco mais em si mesmo e no fato de que joga por si mesmo. Então acho que no final esse é o jeito de administrar: pensar só em você e no seu tênis. Depois que a partida termina, aproveito”, disse o número 34 do mundo.

 

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Em maio, no ATP 500 de Hamburgo, Buse conquistou seu primeiro título profissional. Levantar um troféu era seu sonho para 2026, como contou à CLAY em fevereiro.

“Me surpreendi em Hamburgo. Até aquele momento sentia que as coisas estavam indo bem, mas aquele torneio abriu uma nova direção, novos objetivos. As últimas semanas foram como, mais uma vez, construir uma base para estabelecer novas metas, continuar melhorando, manter esse entusiasmo que sempre tive”, disse.

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Sua vitória em Londres é também a primeira vitória peruana no All England Club desde 1994. Naquele ano, Jaime Yzaga avançou à segunda rodada ao derrotar o wild card local Nick Gould. Trinta e dois anos se passaram antes de Buse igualar o feito. E ele já pensa no que nenhum de seus compatriotas masculinos conseguiu na era profissional: chegar à terceira rodada. Ele enfrentará o norte-americano Jenson Brooksby na quarta-feira.

Na era amadora, Alex Olmedo venceu a edição de 1959, mas representando os Estados Unidos.

Quebrar recordes para seu país é algo que genuinamente entusiasma Buse. Ele também pensa na Copa Davis e traz o assunto à tona sem nem ser perguntado.

“Tenho um entusiasmo enorme em jogar a Copa Davis, que é em setembro, num estádio muito grande. Estou muito ansioso para vivenciar isso, embora já viva em muitos torneios, porque sempre há peruanos me apoiando”, disse. O Peru receberá o Paraguai em Lima no Grupo Mundial I.

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