PARIS — João Fonseca protagonizou uma virada histórica nesta sexta-feira ao eliminar Novak Djokovic, confirmando que a edição 2026 de Roland Garros é a mais aberta e imprevisível em 20 anos.
O brasileiro se recuperou de uma desvantagem de dois sets e conquistou a maior vitória de sua vida, por 4-6, 4-6, 6-3, 7-5 e 7-5, sobre o maior vencedor de todos os tempos, avançando à quarta rodada do Aberto da França.
“Não acreditei, só aproveitei. Que prazer jogar contra Novak, que ídolo enorme temos no nosso esporte. Eu o agradeci. Estou muito feliz”, disse Fonseca em sua entrevista de quadra com o ex-tenista espanhol Alex Corretja.
“Ele quase nunca erra. Acho que todos sentimos que Novak ainda tem 20 anos. Comecei a partida me sentindo sufocado pelo calor, mas me adaptei. Só pensei que podia sacar aces… Me senti como John Isner!”, disse, em referência ao gigante norte-americano de 208 centímetros.
É preciso voltar a 2004 para encontrar um Roland Garros tão aberto e imprevisível. A eliminação de Djokovic vem na esteira da saída do número um do mundo, Jannik Sinner, na quinta-feira.
O brasileiro, ovacionado pelo público de Philippe Chatrier — com muitos compatriotas nas arquibancadas — pegou o microfone e dedicou a vitória à mãe Roberta, que faz aniversário nesta sexta.
“Preciso dizer duas coisas: primeiro, quero mandar um saludo para minha mãe, é o aniversário dela… ¡happy birthday mom! E por último… Obrigado a todos los brasileños. ¡Estamos en la cuarta ronda, próximo partido vamos con todo!”
Para uma vaga nas quartas de final em Paris, o tenista de 19 anos enfrentará o vencedor do duelo entre o norueguês Casper Ruud e o norte-americano Tommy Paul.
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