Procurar
Suscríbete

Wimbledon coroará, mais uma vez, uma nova campeã de Grand Slam

Semifinal femenina de Wimbledon AELTC/Felix Diemer
Semifinal femenina de Wimbledon AELTC/Felix Diemer
Share on:
Facebook
Twitter
LinkedIn

O tênis feminino atual não conhece dinastias, muito menos um “Big Three”. A final de Wimbledon, entre as tchecas Karolina Muchova e Linda Noskova, coroará, pela 11ª vez desde 2020, uma nova campeã de Grand Slam. Em Londres, será a nona campeã diferente nas últimas nove edições.

Muchova, que venceu a americana Coco Gauff por 6-2, 1-6 e 7-6 (12-10), disputará sua segunda final de Grand Slam, enquanto Noskova, que derrotou a ucraniana Marta Kostyuk por 6-4 e 6-4, jamais havia passado das quartas de final em um dos quatro torneios mais importantes do mundo.

“É um momento muito especial. É uma conquista enorme. Wimbledon é um dos torneios mais importantes que existem, com toda a sua história e todas as lendas que jogaram aqui”, disse Muchova, número 9 do mundo, que perdeu a final de Roland Garros em 2023.

Noskova, por sua vez, admitiu sua falta de experiência em partidas desse nível. “Você sempre quer viver momentos como este e vencer partidas tão importantes, mas, quando isso realmente acontece, você não sabe muito bem como reagir”, afirmou a número 12 do ranking.

Protagonistas inesperadas em praticamente qualquer torneio do mundo, menos em Wimbledon. Há quatro anos, a capital inglesa vem coroando campeãs que chegaram ao torneio longe dos principais holofotes: Elena Rybakina era a número 23 do mundo em 2022, Marketa Vondrousova ocupava a 42ª posição em 2023, Barbora Krejcikova era a número 32 em 2024 e, embora Iga Swiatek fosse a número 8 do mundo no ano passado, jamais havia passado das quartas de final no All England Club.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Una publicación compartida por CLAY (@claymagazine_)

Na verdade, Wimbledon reúne alguns dos dados mais reveladores dessa renovação de campeãs: nenhuma jogadora conseguiu defender o título desde Serena Williams, em 2016, e, desde 2017, nenhuma campeã voltou a vencer em Londres.

+Clay  Ferrero explica o maior perigo para Alcaraz: “A única coisa que poderia detê-lo é perder a motivação”

Mas o restante do calendário não está alheio a esse cenário. Embora o circuito feminino tenha contado com jogadoras dominantes nos últimos anos, a constante renovação de campeãs tornou-se uma das marcas mais emblemáticas da WTA na última década.

Sem considerar 2020, quando Wimbledon não foi disputado, em 2017, 2018, 2019, 2021, 2023 e 2025 os títulos de Grand Slam foram divididos entre quatro campeãs diferentes, algo que não acontece no circuito masculino desde 2014.

O contraste entre homens e mulheres torna esse fenômeno ainda mais marcante. Impulsionado pelo “Big Three” e, posteriormente, pela rivalidade entre Sinner e Alcaraz, o circuito masculino se acostumou a ver pouquíssimos nomes na disputa pelos grandes títulos.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Una publicación compartida por CLAY (@claymagazine_)

As mulheres, por outro lado, sempre tiveram chaves mais abertas e, com exceção do domínio de Iga Swiatek em Paris entre 2022 e 2024, é preciso voltar ao US Open de 2014, conquistado por Serena Williams, para encontrar outra jogadora que tenha vencido o mesmo Grand Slam por três anos consecutivos.

Nesse mesmo período, Rafael Nadal conquistou Roland Garros quatro vezes seguidas (2017–2020), enquanto Novak Djokovic venceu três edições consecutivas do Australian Open (2019–2021) e outras quatro de Wimbledon (2018–2022).

Embora Aryna Sabalenka apareça como a jogadora mais dominante dos últimos anos e a principal candidata a construir uma dinastia no circuito, em 2026 ela ainda não conquistou nenhum título de Grand Slam e, até agora, seus triunfos em majors se limitam ao Australian Open e ao US Open. Swiatek, outro dos grandes nomes da WTA, venceu apenas dois Grand Slams desde 2024.

+Clay  A rivalidade que transformou o tênis muito antes de Federer, Nadal e Djokovic: "Você não deve ser amiga dela, tem que odiá-la"

No total, desde 2020 até hoje, 12 mulheres diferentes conquistaram títulos de Grand Slam. Muchova ou Noskova será a 13ª. Mais um nome em uma lista que, por enquanto, não para de crescer. O circuito feminino é repleto de surpresas, e Londres é a cidade que mais entende disso.

Você gosta da CLAY? Apoie-nos no Ko-fi e nos siga no Instagram, X (Twitter) e Facebook.

[ CLAY se lee de forma gratuita. Pero si puedes, por favor haznos un aporte aquí para poder seguir contándote las grandes #HistoriasDeTenis por el mundo. Es muy fácil y rápido. ¡Gracias! ]​

Etiquetas:

Leave A Comment

Las mejores historias en tu inbox

© 2024 Copyrights by Clay Tennis. All Rights Reserved.