PARIS – Roland Garros foi “território” de Rafael Nadal de 2005 a 2024, inclusive em 2025, com a notável cerimônia de despedida que o torneio organizou para ele. Mas o espanhol está sempre presente: se não for com a estreia de sua série documental na Netflix bem na primeira semana do torneio, é com a lembrança.
“Tentei roubar o chuveiro dele e ele bateu na minha porta”, revelou nesta quarta-feira o italiano Flavio Cobolli,surpreendente semifinalista do Aberto da França.
A que se referia Cobolli, vencedor do canadense Felix Auger-Aliassime por 4-6, 6-4, 6-4 e 6-4?
O italiano falava de suas superstições, de todos os comportamentos e lugares que repete para manter a sequência de vitórias que o levou, pela primeira vez na vida, às semifinais de um Grand Slam.

E então Nadal, no dia de seu 40º aniversário, reapareceu em Roland Garros, no torneio que venceu 14 vezes.
“Vou ao mesmo restaurante, como a mesma coisa, uso o mesmo chuveiro. Estou usando o mesmo chuveiro que o Rafa usava.”
Quando Cobolli, de 24 anos e 14º no ranking mundial, começou a subir no circuito, Nadal já estava fora do tênis, mas o italiano e o espanhol chegaram a se enfrentar, uma única vez, com vitória do maiorquino na primeira rodada de Barcelona 2024.
Ou seja, eles se conhecem. Em um dos últimos Roland Garros do espanhol, Cobolli tentou se apropriar do chuveiro que era, na verdade, propriedade de Nadal. Era lá que ele tomava banho, lá a prioridade era total para ele.
Mas o italiano entrou, até que, alguns minutos depois, levou uns tapas.
“Ele me disse que eu tinha que me apressar porque estava esperando (para tomar banho). Ele me disse que era o chuveiro dele há 14 anos. Então, acho que o que eu faço de melhor é tomar banho”, disse ele entre risadas.

Cobolli, dono de um tênis apaixonado e temperamental, é um dos destaques do vasto elenco de italianos de sucesso no circuito.
Um deles estará na final no domingo, 7 de junho. Pode ser Cobolli ou Matteo Arnaldi, que venceu Matteo Berrettini por 7-5, 5-2 e desistência.
“Acho que devemos ficar felizes por, além de (Jannik) Sinner e Lorenzo (Sonego), haver outros italianos na final esta semana.”
“Você já se imaginou vencendo o torneio?”, perguntaram ao romano de olhos azuis, campeão este ano no ATP 500 de Acapulco.
“Por enquanto, não. Só quero pensar na próxima partida. Mas sei que estou perto, faltam apenas duas partidas, mas é um longo caminho.”





