Zeynep Sonmez e Alexander Blockx abandonaram este Roland Garros por causa de lesões. Algo normal, até que se descobre o motivo desses problemas: ambos os jogadores sofreram acidentes com objetos colocados nas quadras pela organização do torneio, aumentando a tensão em um Grand Slam polêmico.
A tenista turca disputava o terceiro game de sua partida de duplas ao lado da alemã Tatjana Maria, quando bateu contra a parede após tropeçar em uma placa publicitária da marca Lacoste instalada no fundo da quadra.
Sonmez caiu no chão, não conseguiu continuar a partida e deixou a quadra com claros sinais de dor, encerrando da pior maneira sua participação em Paris. A jovem jogadora é atualmente um dos rostos mais carismáticos da WTA, combinando juventude, resultados e um enorme apoio dos torcedores turcos semana após semana.
Zeynep Sonmez running for a ball and trips over an advertising sign at the back of the court.
She got injured and had to retire from her doubles match.
What is Roland Garros doing at this point to protect the players?
This is getting ridiculous. pic.twitter.com/V6npUQZ0MS
— The Tennis Letter (@TheTennisLetter) May 29, 2026
O grande problema para a organização de Roland Garros é que o caso da número 66 do mundo não foi isolado. Há apenas alguns dias, o belga Alexander Blockx passou por uma situação semelhante e inclusive planeja solicitar uma compensação financeira pela lesão.
Diferentemente de Sonmez, o recente semifinalista do Masters 1000 de Madrid sequer conseguiu entrar em quadra para disputar sua partida de segunda rodada contra o australiano Alex de Minaur, já que lesionou o tornozelo em uma lona enrolada no fundo de uma das quadras de treino.
“Infelizmente, durante o treino de hoje ouvi um estalo no meu tornozelo ao torcê-lo por causa de uma das ‘super necessárias’ lonas no fundo da quadra… por isso preciso me retirar da partida de amanhã… muita frustração, mas vamos seguir em frente”, publicou originalmente no Instagram. Minutos depois, apagou a parte em que mencionava a lona.
Mesmo assim, a equipe do número 37 do mundo confirmou em entrevista ao The Athletic que está pensando em solicitar uma compensação financeira ao torneio pelos danos que essa lesão pode causar à sua temporada. Algo semelhante ao que aconteceu no US Open de 2017, quando o torneio precisou indenizar a canadense Eugenie Bouchard após ela sofrer uma concussão ao escorregar em um produto de limpeza.
O próprio tenista esclareceu que sua intenção é voltar no Grand Slam de grama, mas que, neste momento, isso ainda não está confirmado. “Depois de conversar tudo com a equipe, o objetivo é voltar em Wimbledon, mas definitivamente não queremos correr nenhum risco. Vamos trabalhar duro para voltar o mais rápido possível”, escreveu no Instagram, depois de deixar Paris de muletas para não apoiar o tornozelo.
Além disso, nesta sexta-feira Rafael Jódar se envolveu em outra situação perigosa com as lonas no fundo das quadras. Não foi ele quem se machucou, mas sim uma boleira que tropeçou ao cruzar com o tenista espanhol. Nas redes sociais, algumas pessoas insinuaram que o jogador teria empurrado a menina, mas ele negou.
“Eu nunca empurraria uma boleira… Ela estava no meio e tentando sair dali, estava indo para trás, mas não tropeçou porque eu a empurrei. Acho que foi naquela cobertura da quadra e ela tropeçou nisso”, explicou.
Essas situações voltam a colocar Roland Garros no centro da polêmica. Primeiro veio o boicote dos jogadores pela distribuição do dinheiro no torneio, depois as temperaturas extremas e as reclamações de alguns tenistas contra os árbitros. Agora, a possível responsabilidade da organização nas graves lesões sofridas por dois de seus protagonistas.





