PUNTA CANA, República Dominicana – Mariano Navone merece um banquete de comida típica dominicana depois de comer “frango com arroz todos os dias” durante o que acabou sendo uma das semanas de maior sucesso de sua carreira.
“É isso que a gente, que é atleta, come! Tomara que hoje a gente possa se dar um luxo” disse o campeão da segunda edição do Copa Cap Cana.
Sua campanha no Aberto da República Dominicana foi uma surpresa. O argentino nunca havia vencido mais de duas partidas seguidas em quadra dura, e no Racquet Village, em Cap Cana, ele ergueu o troféu após derrotar o italiano Mattia Bellucci por 7-5 e 6-4 na final. Sua parceria com o técnico argentino Alberto Mancini, ex-número 8 do mundo, já está trazendo resultados.
Os 175 pontos conquistados ao vencer o torneio mais importante do Caribe vão levá-lo de volta ao top 60 a partir de amanhã: “É bom estar de volta ao número 60… no ano passado, passei a maior parte do tempo olhando para o número 100. Fazia vários meses que eu não tinha uma ascensão como essa.
Navone chegou ao top 30 em 2024, graças principalmente aos seus resultados no saibro. Ultrapassar esse número é um dos seus objetivos no ano, e seus novos recordes pessoais em superfícies mais rápidas estão lhe dando uma confiança importante.
“É muito bom chegar aos torneios de quadra dura com a sensação de ser um candidato ao título, ou de que posso vencer partidas”, disse ele à CLAY.
“Já derrotei jogadores muito bons nesta superfície. Olhando para frente, vou ter mais jogos em quadras duras, o que vai me ajudar a ganhar mais confiança para vencer, e isso é o mais importante”, acrescentou o ex-número 29 do mundo

Além do desafio imposto pela superfície, Navone também enfrentou o calor de Punta Cana durante uma final que teve de ser interrompida devido às altas temperaturas.
Depois de conseguir uma quebra decisiva quando o placar estava em 5 a 5 no primeiro set, a partida foi suspensa por quase uma hora devido ao calor extremo: a final havia começado às 11h.
Acabou que isso não foi um problema para Navone, que voltou à quadra e fechou o primeiro set sem dificuldades. No segundo set, ele abriu uma vantagem de dois breaks jogando em alto nível; Bellucci ameaçou uma recuperação, mas o argentino acabou garantindo a vitória.
“O calor ate que não foi um problema para mim. Acho que ter jogado o Rio Open há algumas semanas, onde estava incrivelmente quente e mal dava para ficar em quadra, ajudou muito. O índice de calor dentro de quadra estava alto, mas estávamos jogando uma final e precisávamos manter o foco nisso”, disse o nove vezes campeão do Challenger Tour.






