PARIS – O torneio de Roland Garros retirou do paraguaio Daniel Vallejo metade do prêmio ganho por ter chegado à segunda rodada, alegando que seus comentários sobre as juízas de cadeira, feitos em uma entrevista à CLAY, são “algo inaceitável”.
“Foi decidido aplicar uma multa de 65 mil euros, aproximadamente metade de seu prêmio em dinheiro”, disse nesta segunda-feira Amélie Mauresmo, diretora do torneio.
“É claramente algo inaceitável para nós, para o torneio e para a Federação, mesmo além do torneio. Esse tipo de comentário não tem lugar aqui”, acrescentou a ex-número um do mundo.
Vallejo perdeu na quinta-feira em cinco sets e cinco horas para o prodígio francês Moise Kouame e, após sua coletiva de imprensa, conversou alguns minutos a sós com a CLAY.

“Esse tipo de partida tem que ser apitada por um homem, é muito difícil que uma mulher consiga fazer isso”, disse Vallejo após a derrota por 6-3, 7-5, 3-6, 2-6 e 7-6 (10-8) para Kouame, de 17 anos e 317º no ranking mundial, na segunda rodada do torneio.
Você realmente acha que uma mulher não pode arbitrar esse tipo de partida? Vallejo insistiu que a brasileira Ana Carvalho não era a pessoa adequada para uma partida como a desta quinta-feira em Paris.
“Tem que ser arbitrado por um homem, porque é um público muito pesado e é preciso ter muita força para ir contra o público”, insistiu o paraguaio.
A organização de Roland Garros confirmou à CLAY que a decisão foi tomada em conjunto pelo torneio e pela Federação Francesa de Tênis (FFT), mas não soube explicar, além de considerar “inaceitáveis” as declarações de Vallejo, se também foi aplicado algum regulamento específico do torneio ou da FFT, ou alguma lei francesa, para fundamentar a punição ao paraguaio.





