Procurar
Suscríbete

Tomás Etcheverry analisa o ‘desastre’ argentino na grama: “Temos medo de cair”

Tomás etcheverry
Share on:
Facebook
Twitter
LinkedIn

LONDRES — Foi um Wimbledon frustrante para o tênis argentino. Dos nove tenistas masculinos, nenhum conseguiu uma vitória. Tomás Etcheverry analisou em profundidade a chave dos maus resultados.

“Zero de nove, é um desastre. É preciso perder o medo da mobilidade. A gente às vezes tem medo de cair. Na minha primeira partida na grama nesta temporada levei cinco quedas e num momento disse: vou acabar me machucando”, explicou o número 32 do mundo.

“É fundamental tirar isso da cabeça, porque obviamente esta superfície é mais perigosa, mas se você quer vencer, tem que se jogar de cabeça”, disse Etcheverry, o segundo melhor argentino no ranking, que caiu em sua estreia diante do italiano Lorenzo Sonego.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Una publicación compartida por CLAY (@claymagazine_)

O último Wimbledon sem argentinos na segunda rodada do chaveamento masculino foi há 16 anos. Solana Sierra, no lado feminino, foi a exceção: venceu uma partida e caiu nesta quarta-feira na Quadra 1 diante de Coco Gauff.

Nas palavras de Etcheverry, a grama “premia o mais corajoso”.

“Se você saca bem e devolve bem, sempre vai ter chances. A partida pode se decidir por pouquíssimos pontos no tie-break, se define por detalhes. Mas se você está bem nesses dois golpes, terá chance de brigar e ser competitivo”, explicou.

Aí a grande diferença com o saibro, a superfície natural dos argentinos: “É preciso propor, ousar. A gente é jogador acostumado a fazer rallies. Aprendemos outro tipo de tênis porque crescemos no saibro, e esta superfície é tudo ao contrário. É preciso mudar esse chip.”

Cerúndolo
Francisco Cerúndolo, campeão em Queen’s, foi a grande decepção argentina em Wimbledon

Os britânicos e a grama: um mito

Logo após Roland Garros, Etcheverry apostou em viajar a Londres e preparar a temporada de grama com os tenistas britânicos. Descobriu algo: quase não jogam na grama — é um mito que são especialistas, ou que se acostumam à superfície desde pequenos.

+Clay  O perigoso e obscuro mundo das apostas: “Perdi muito dinheiro por sua causa!”

“Quase nem tocam, igual a nós. Aqui só começam a jogar na grama no verão, e não é que de crianças jogam aqui o tempo todo, muito pelo contrário. Estão no mesmo barco que todos nós”, descreveu o campeão do ATP 500 do Rio de Janeiro.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Una publicación compartida por CLAY (@claymagazine_)

Assim como os argentinos, para os britânicos está sendo um Wimbledon desastroso: no primeiro dia de competição, os dez britânicos que jogaram foram eliminados.

O diário britânico The Sun descreveu com acidez: “Wimbledon aumentou este ano o prêmio em dinheiro para os perdedores na primeira rodada até um recorde de 80.000 libras. Isso significa que os dez perdedores levaram 800.000 libras entre todos — e em troca, venceram apenas cinco dos 29 sets disputados.”

Para Etcheverry, é preciso olhar o exemplo de outro país europeu: a Itália.

“Os italianos estão na mesma situação que nós: não têm uma quadra de grama na Itália, e conseguem. Por que não nós?”

Você gosta da CLAY? Apoie-nos no Ko-fi e nos siga no Instagram, X (Twitter) e Facebook.

[ CLAY se lee de forma gratuita. Pero si puedes, por favor haznos un aporte aquí para poder seguir contándote las grandes #HistoriasDeTenis por el mundo. Es muy fácil y rápido. ¡Gracias! ]​

Etiquetas:

Leave A Comment

Las mejores historias en tu inbox

© 2024 Copyrights by Clay Tennis. All Rights Reserved.