SANTIAGO, Chile – Francisco Cerúndolo, número 1 da América do Sul, respondeu às declarações de Stefanos Tsitsipas sobre não participar da temporada sul-americana por considerar as propostas financeiras pouco atrativas.
“Se eles não quiserem vir, não tem problema”, disse o argentino, número 19 do mundo, após avançar para as quartas de final do ATP 250 de Santiago.
“Aqueles que quiserem jogar no saibro, que quiserem vivenciar a América do Sul e conhecer as cidades, ou jogar um tipo diferente de tênis, vão vir. Aqueles que não quiserem podem ir para o Oriente Médio ou para Acapulco”, acrescentou Cerúndolo, campeão do ATP 250 de Buenos Aires deste ano.
Tsitsipas foi sincero em entrevista à CLAY: o dinheiro tem um peso significativo.
“A América do Sul nunca me ofereceu uma proposta boa o suficiente para me fazer pensar seriamente. O Oriente Médio sempre foi muito melhor em termos de cachês. O circuito europeu também oferece incentivos financeiros interessantes. Isso faz muita diferença” admitiu o ex-número 3 do mundo.

O saibro é a superfície em que o grego teve mais sucesso: ele é tricampeão do Masters de Monte Carlo e finalista de Roland Garros em 2021. No entanto, o vencedor de 12 títulos da ATP e quase 37 milhões de dólares em premiação em dinheiro dá prioridade aos eventos de quadra dura do hemisfério norte em fevereiro.
“Quando a diferença financeira é grande, você realmente não tem outra opção a não ser escolher o que sustenta sua carreira” explicou.
Cerúndolo, por outro lado, destacou a liberdade do calendário: “Eles podem escolher o que quiserem, jogar o que quiserem. O bom do tênis é que o calendário é flexível, exceto pelos Grand Slams e os Masters 1000. Depois disso, todos escolhem os 500 e 250 que querem jogar, onde se sentem mais confortáveis”




