MELBOURNE – Novak Djokovic iniciou o Aberto da Austrália com um recorde: conquistou sua 100ª vitória no Melbourne Park e precisa de somente mais cinco no US Open para atingir a marca de cem vitórias nos quatro Grand Slams.
Números, de certa forma absurdos, que arrancam um sorriso do sérvio: “Gosto muito de como isso soa”, confessou ele na Rod Laver Arena.
O atual número quatro do mundo, dono de 10 títulos do Aberto da Austrália, admitiu que é essa sede por conquistas que o mantém em alto nível. “Fazer história é uma grande motivação, especialmente nos últimos cinco ou dez anos da minha carreira. Ao me colocar nessa posição de conseguir fazer história, é claro que isso me inspirou a jogar um tênis ainda melhor” declarou após derrotar o espanhol Pedro Martínez por 6-3, 6-2 e 6-2.
“Tive muita sorte no começo da carreia em encontrar pessoas que me ensinaram e orientaram a pensar no longo prazo, sem me desgastar demais, cuidando do meu corpo e da minha mente, e tentando ter a carreira mais longeva possível. Então, acho que sou abençoado por poder continuar a jogar nesse nível”, acrescentou.

A figura do 24 vezes campeão de Grand Slams é tão marcante no Aberto da Austrália que, no ano passado, Craig Tiley, diretor do torneio, cogitou a possibilidade de Djokovic ser o primeiro tenista não nativo a ter uma estátua no Hall da Fama do Tênis Australiano, localizado no Melbourne Park.
Uma ideia sobre a qual o ex-número um ainda não quer comentar muito: “Eu me sentiria extremamente lisonjeado, honrado e orgulhoso, mas não me sinto à vontade em falar sobre um projeto que ainda não existe”, disse ele ao The Age.
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