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Marin Cilic lamenta as mudanças propostas pela ATP: “Vou ficar chateado por não ter mais os torneios menores; todos têm o seu charme”

Marin Cilic
Marin Cilic, with the Hangzhou ATP 250 trophy in 2024
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MELBOURNE – Alcançar a glória no tênis é mais gratificante depois que se percorre um longo caminho, diz Marin Cilic. E nesse caminho, que começa nos torneios mais modestos, os eventos ATP 250 é onde um grande passo pode ser dado. Mas essas oportunidades estão prestes a ser reduzidas, e o croata lamenta isso.
“Ficarei chateado por não ter mais os 250”, disse o campeão do US Open de 2014 à CLAY na Austrália.
A entidade que controla o circuito masculino está planejando uma reestruturação nos próximos dois anos, e todos os torneios de menor nível correm o risco de deixar de existir ou serem rebaixados, revelou seu presidente, Andrea Gaudenzi.
“O objetivo é continuar diminuindo o número de torneios 250”, disse o chefe da ATP. O plano para 2028 é ter apenas dez semanas de 250. Em 2025, os menores torneios da pirâmide do tênis de elite estavam espalhados por 17 semanas.
“Sou um cara tradicional, adoro os torneios menores. Quando comecei minha carreira, passei pelos Satélites, Futures, então pelos Challengers e depois pelos 250. Todos têm seu charme” disse o finalista do Aberto da Austrália de 2018 e de Wimbledon de 2017.
Cilic compete profissionalmente há duas décadas e viu o circuito se desenvolver de perto. Ele sabe da importância que os eventos menores têm para o desenvolvimento do tênis em cada país e como plataforma para o surgimento de novas estrelas: “Quando você chega ao topo depois de passar pelos torneios menores, você valoriza mais.”
“É um assunto importante, um debate importante, uma decisão importante sobre o rumo do circuito… vamos ver o que eles vão dizer”, acrescentou.
Marin Cilic Umag
Marin Cilic, com o troféu do torneio de Umag
O novo quebra-cabeça que Gaudenzi está montando à frente da ATP tem como pilar principal a inclusão de um novo evento Masters 1000 na Arábia Saudita para a temporada de 2028. O décimo Masters 1000 provavelmente acontecerá em fevereiro.
Outras figuras do tênis também dividiram suas opiniões sobre o futuro do esporte.
Numa entrevista à CLAY, Yevgeny Kafelnikov foi categórico: “Estão tentando criar esse circuito ridículo, onde ninguém vai ter chance de se destacar. Os 250 são essenciais: ajudam a desenvolver os jovens e a promover o tênis ao redor do mundo. Vão acabar com torneios que sustentam e promovem o circuito há quarenta anos só porque a Arábia Saudita oferece mais grana? Se continuarmos por esse caminho, sinceramente não sei o que vai acontecer com o tênis no futuro.”
Toni Nadal já havia alertado em uma entrevista à CLAY em 2023 sobre a negligência com os torneios menores: “Entramos em um mundo em que as pessoas não dão mais muito valor aos torneios menores. Acho que isso é um erro.
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